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| Zé Neto afirma que Ministério Público está contra Planaltina de Goiás |
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O prefeito de Planaltina de Goiás, José Neto (PSC), tem por hábito ser franco na defesa de suas convicções de gestão pública. Em todas as suas manifestações em defesa do município, quer na busca de solução para o desafiador serviço de transporte público ou para a saúde, nunca economiza palavras ou mobilização para alcançar seus objetivos. Na mais recente polêmica em que está envolvido com o Ministério Público de Goiás, ele é acusado pela promotora de Justiça Maria Aparecida Nunes Amorim, em uma ação civil pública “por irregularidades referentes ao Concurso Público 02/07, anulado judicialmente”. De acordo com a ação, a Prefeitura de Planaltina desviou os valores recebidos no ato da inscrição. “Moro em Planaltina há 25 anos e nunca vi tanto obstáculo imposto pelo Ministério Público como agora. A promotora não está me prejudicando, e sim ao povo que fica privado de receber benefícios da prefeitura”, lamentou José Neto ao Jornal Opção, na sexta-feira, 13. O prefeito diz que há uma perseguição sistemática da promotora Maria Aparecida contra sua gestão. “Qualquer ação que eu faça, lá vem o Ministério Público embargando. É melhor a gente entregar a administração para eles, quem sabe resolvem as demandas da população, que não espera a burocracia do Estado”, acredita Neto. A promotora conta que, para realizar a seleção, foi escolhida a empresa Informacon 3 - Informática e Contabilidade Ltda., por meio de licitação, na modalidade pregão presencial. Segundo ela, o processo deixou de obedecer a inúmeras exigências, o que a levou, inclusive, a mover ação civil pública para nulidade da licitação. Em janeiro de 2008, uma liminar suspendeu os efeitos do contrato firmado referente ao concurso, bem como sua realização, além de ter tornado indisponíveis os valores recebidos a título de inscrição. Posteriormente, a juíza Marina Buchdid extinguiu o processo sem julgamento do mérito e desbloqueou os valores. Assim, foi apurado que, após o desbloqueio dos mais de R$ 200 mil, em julho de 2009, a prefeitura, ao invés de ressarcir os candidatos, realizou diversas transferências da verba para a própria administração e entidades conveniadas e não conveniadas pela prefeitura. Em pouco mais de um mês, restou do valor liberado menos de R$ 1 mil, lesando centenas de candidato que deixaram de receber os valores pagos pela concurso não realizado. A promotora pede liminarmente que o prefeito José Olinto Neto faça, no prazo de três dias, o depósito judicial de R$ 218.667,65, a ser colocado à disposição para o ressarcimento dos candidatos e o efetivo pagamento dos valores utilizados indevidamente pela prefeitura. (Com informação da Ascom do MP). Transporte perto de uma solução O prefeito José Neto disse que o impasse do transporte de passageiros entre Planaltina e Brasília, que causaou tanta celeuma e protestos da população para que o preço baixasse para 3 reais, pode ser resolvido assim que o governador José Roberto Arruda retorne da licença médica por conta de uma cirurgia no tornozelo. “Os trâmites legais já estão bastantes adiantados no DF Trans, e o próximo passo é do governador Arruda, que deve enviar a mensagem para a Câmara Legislativa aprovar a lei de transferência da gestão do transporte urbano entre as duas unidades da federação para o DF.” Sobre a reclamação dos moradores da zona rural de que não existe transporte escolar para as crianças, Neto argumenta que “nesta época de chuva, as estradas ficam intransitável e a prefeitura não tem sequer um patrol para consertá-las”. Ele afirma que as administrações anteriores venderam os maquinários e não compraram outras e que a atual gestão não tem como arcar com esta despesa. O prefeito disse que já fez inúmeros pedidos ao governo de Goiás para pelo menos emprestar duas máquinas ao município. “Até agora não fomos atendidos”, lamenta. Quanto ao projeto de incorporação de municípios goianos ao DF, o prefeito disse que é totalmente a favor. “Goiás nunca deu importância para os municípios do Entorno, principalmente Planaltina. Dependemos 100% de Brasília, onde a maioria da força de trabalho da região está empregada. Se fizerem plebiscito, o povo vota pela incorporação”, diz. Mas reconhece ser muito difícil a aprovação desta proposta. “Este processo depende da Assembléia Legislativa de Goiás que não tem o menor interesse em nos ajudar, a não ser na hora de buscar voto”, protesta. Fonte: Jornal Opção |
| Última atualização ( Seg, 28 de Dezembro de 2009 21:44 ) |
Comentários
Olha, IMPOSSÍVEL não é. (É improvável que aconteça, mas impossível não é mesmo.)
A incorporação envolve interesses políticos, como por exemplo o voto e a gratidão e da população carente do entorno para esses tais idealizadores da incorporação.
Apesar de não gostar de política, de certa forma eu estou ligado (conheço tanta gente...) e acompanho de perto esse jogo sujo de interesses PRÓPRIOS. Se eu te dissesse o que eu já vi e ouvi sobre a que ponto um político pode chegar por SEUS interesses, tu passarias a achar essa incorporação bem possível.
Mas realmente não acredito que isso vá acontecer. (E também não acho que seja a solução definitiva.)
Até porque, se um dia isso acontecer, haverá um plebiscito, e não estou certo se a população do DF está disposta a dividir a riqueza do DF e ver o IDH e a qualidade de vida do DF diminuir devido a incorporação de áreas com baixa qualidade de vida.
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